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Litemática
a ou materatura?
Matemática
é uma coisa, literatura é outra. E as duas não tem
nada a ver, certo?. Para o Malba Tahan, não podia
estar mais errado: esse escritor árabe, nascido em
1885, achava que matemática e literatura se
misturavam superbem! E foi "casando" essas
duas disciplinas que o Malba escreveu uma série de
livros incríveis.
O
mais famoso deles, chamado "O Homem Que
Calculava", contava um monte de "histórias
matemáticas". Em cada capítulo havia um
"problema" que o Beremiz , o tal homem que
calculava lá do título, devia resolver. E ele sempre
resolvia! Só que o tal problema não era uma equação
complicada e chata, não: era uma história legal, prática,
que fazia a gente notar que a matemática, além de
superútil, pode ser muito divertida.
Mas
esse escritor maluco não misturou só matemática e
literatura: ele também fez um "milkshake"
de fantasia e de verdade. É que o Malba Tahan não se
chamava Malba Tahan, não era árabe nem tinha nascido
em 1885 coisa nenhuma!
Na
"vida real", ele era um professor de matemática,
o brasileiro Júlio César de Mello e Souza, que tinha
nascido dez anos depois de sua "invenção",
em 1895! O Júlio inventou o nome e a história do
Malba Tahan porque ele achava que assim seus livros
iriam vender mais.
E deu
certo: por muito tempo, ninguém descobriu que Malba
Tahan era o pseudônimo do Júlio, e um batalhão de
pessoas comprou os livros de "contos aritiméticos"
do árabe de araque!
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